Banco da Família realiza ação voluntária para reduzir impacto do frio em famílias de Lages

A ação social “Minha Casa Mais Bella” realizada no último sábado (20/05), em Lages, na Serra de SC, por voluntários do Banco da Família (BF). Esta é a segunda edição do projeto, que iniciou em 2022. A casa beneficiada recebeu isolamento térmico, feito com caixas de leite, forro no telhado, pintura externa e cortinas. No local, mora uma família com dois adultos e duas crianças que estão em vulnerabilidade social. A ação é promovida pelo Banco da Família com parceria da empresa Bella Janela e Collor Tintas, além do apoio de Zago Casa e Construção, JZago Home Center, JJ Thomazzi, Jk Madeiras e Cervejaria União Serrana. Cerca de vinte pessoas participaram do mutirão, que iniciou com a fixação das caixas de leite na parede. Posteriormente, um tecido foi colocado por cima do isolamento, para deixar o ambiente bonito. As janelas também recebem cortinas e a parte externa da casa foi renovada com pintura. Através de uma doação, o forro da casa, que estava com goteiras, foi trocado pela família alguns dias antes da ação final. O imóvel escolhido foi uma indicação das agentes de crédito do BF, que percorrem a comunidade de Lages para entender as necessidades das famílias. “Estamos exercendo nosso papel social como uma empresa de microfinanças e também ambiental, utilizando a reciclagem das caixas de leite. A região Sul do Brasil sofre muito com o impacto do frio e há muitas famílias em situação de vulnerabilidade na região serrana de SC. Queremos inspirar outras empresas a fazerem o mesmo em suas regiões” afirma Marcelo de Souza, supervisor de responsabilidade social do Banco da Família. Outras duas edições do “Minha Casa Mais Bella” ocorrerão ainda neste ano e beneficiarão outras famílias da Serra Catarinense.
”Endividamento responsável pode ser alavanca para pequenos negócios” diz presidente da Abcred

Isabel Baggio comentou principais erros e acertos de empreendedores que desejam expandir negócios por meio do microcrédito A presidente do Banco da Família e da Associação Brasileira de Entidades Operadoras de Microcrédito e Microfinanças (Abcred), Isabel Baggio, compartilhou dicas sobre como utilizar o microcrédito de forma responsável para impulsionar pequenos negócios em uma live promovida pelo Sebrae Nacional. Durante a transmissão, Baggio explicou como os empreendedores podem fazer uso dessa ferramenta financeira de maneira eficaz. “O endividamento responsável pode ser uma alavanca para os negócios, mas é preciso fazer uma análise criteriosa das finanças e estabelecer um plano de pagamento que não comprometa o caixa”, diz Isabel. De acordo com a presidente do Banco da Família, muitos empreendedores iniciantes acabam se endividando excessivamente e comprometendo a saúde financeira de seus negócios. Para evitar esse cenário, ela recomenda que os empresários planejem com cuidado o uso do microcrédito, avaliando a real necessidade de investimento e a capacidade de pagamento. “É preciso saber se a renda familiar comporta essa nova dívida, que vai ter um pagamento negociado de acordo com as condições de cada um. Por isso, a educação financeira é algo fundamental para o uso microcrédito”, afirma. A orientação especializada na hora de solicitar um empréstimo pode fazer a diferença nesses casos. Existem muitas opções de crédito disponíveis no mercado, mas é fundamental que o empreendedor faça uma pesquisa detalhada antes de fechar negócio. Dikson Vargas, sócio de uma loja de roupas, conta que as orientações dos agentes de crédito do Banco da Família foram fundamentais para a sustentabilidade do negócio.”Eles me auxiliaram a fazer as contas, levando em consideração informações como o financiamento do carro, gastos com cartão de crédito e até mesmo com alimentação”, explica. Ele e seus familiares se planejaram durante todo o ano de 2019 para abrir a loja que começou dentro de casa e atualmente funciona em uma sala comercial. Dikson e os sócios recorreram ao microcrédito do Banco da família em momentos importantes para a loja e assegura que o crédito foi responsável pela expansão do negócio. A separação das finanças pessoais e empresariais é um ponto crítico para muitos empreendedores. Em alguns casos, a renda da família e do negócio são quase inseparáveis, porque os próprios familiares trabalham no negócio de modo informal. Mas com o avançar do tempo é importante que o empresário formalize a empresa e tenha uma conta bancária separada para as transações comerciais do negócio. Além disso, é importante manter um controle financeiro, com registro de todas as entradas e saídas de dinheiro e acompanhando de perto o fluxo de caixa. Isso possibilita uma visão clara da saúde financeira do negócio e facilita a tomada de decisões. Dikson conta que teve dificuldade com a separação dos caixas no início, pois via a empresa crescendo e sabia que aquela receita não era de uso pessoal. “Muitas vezes eu faço que para garantir a saúde do negócio é preciso que o dono seja pobre e a empresa rica. Até que as coisas comecem a engrenar”, afirma o empreendedor. A precificação do produto ou serviço também costuma ser um ponto de dúvida de quem está começando um negócio. Por isso, Isabel explica que é necessário considerar todos os custos envolvidos na produção ou oferta do produto/serviço, como matéria-prima, mão de obra e despesas com transporte e armazenamento. Além disso, é importante analisar a concorrência e entender o valor de mercado, para definir preços que permitam uma margem de lucro adequada. É comum que empreendedores iniciantes cometam o erro de precificar seus produtos ou serviços abaixo do valor de mercado, o que pode comprometer a sustentabilidade financeira do negócio a longo prazo. “As pessoas precisam fazer as contas para entender quanto custa o pão que ela vende, por exemplo, e ver se vale a pena”, defende Isabel. A pesquisa de mercado muitas vezes passa batida para os donos de pequenos negócios. Mas mesmo para aqueles que têm seu limite de atendimento dentro de uma cidade ou até mesmo de um bairro precisam entender as demandas dos clientes. Assim, o empreendedor pode adaptar seu negócio para atender a essas necessidades e conquistar mais espaço. Além disso, a pesquisa de mercado permite identificar oportunidades de crescimento, como o lançamento de novos produtos ou serviços ou a expansão para novos mercados.
Boas práticas em gestão de pessoas e desenvolvimento pessoal garantem selo GPTW ao Banco da Família

O Banco da Família, instituição de microfinanças com quase 25 anos de atuação, recebeu a certificação Great Place to Work (GPTW), concedida a empresas que se destacam em criar um ambiente de trabalho saudável, inclusivo e motivador para seus colaboradores. Com 86 pontos em uma escala de 0 a 100 na avaliação realizada, o Banco da Família se destacou em programas específicos para a formação e desenvolvimento de competências de liderança. Além de ações focadas no desenvolvimento profissional, a instituição realiza um trabalho interno que se dedica a ajudar os colaboradores a abordar seis aspectos importantes de suas vidas familiares: renda, saúde, meio ambiente, habitação e infraestrutura, organização e participação, educação e cultura, bem como autoestima e motivação. Por meio do programa Despertar, os funcionários são incentivados a avaliar sua vida pessoal e profissional, identificando áreas que precisam de aprimoramento para alcançar mais qualidade de vida, desenvolvimento humano e bem-estar. O GPTW BR publica anualmente mais de 40 rankings, premiando as melhores empresas para trabalhar em âmbito nacional, regional, setorial e temático. Neste ano, 6019 empresas foram impactadas pela GPTW e 2307 foram certificadas após passarem por uma rigorosa avaliação da opinião dos funcionários e das práticas de gestão de pessoas. Para se destacar nos critérios de avaliação, o Banco da Família contou com o trabalho de uma área de Recursos Humanos dedicada exclusivamente à gestão e desenvolvimento dos seus colaboradores. A equipe implementou diversas ferramentas e práticas para garantir um ambiente de trabalho saudável e motivador para seus colaboradores. Entre as ferramentas utilizadas, destacam-se o feedback, a avaliação de desempenho, a plataforma EAD para treinamentos e as pesquisas de clima. Isabel Baggio, presidente do Banco da Família, diz que a certificação GPTW é um reconhecimento do compromisso da empresa em manter um ambiente de trabalho que inspire as pessoas. “Estamos empenhados em manter o alto padrão de excelência em todas as áreas da empresa. A certificação GPTW é um importante marco para reafirmar este compromisso que a alta gestão tem com os funcionários”, conclui Isabel.
Mulheres são líderes no uso de microcrédito no Brasil

Além de representar mais de 55% dos clientes do segmento, elas são responsáveis por chefiar cerca de 45% dos lares no País De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Entidades Operadoras de Microcrédito e Microfinanças (Abcred), no ano passado 55,18% dos clientes de microcrédito eram mulheres. Muitas delas enfrentam dificuldades para conseguir crédito em bancos tradicionais, o que dificulta a realização de projetos empreendedores. Assim, encontraram no microcrédito uma alternativa viável para acessar recursos financeiros com menos burocracia. Essa linha de crédito possibilita, por exemplo, que mulheres de baixa renda invistam em pequenos negócios, como vendas de produtos ou prestação de serviços, que muitas vezes são a principal fonte de renda do lar. Essa realidade faz parte da vida de cerca de 45% das famílias brasileiras que são chefiadas por mulheres, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Diante disso, algumas instituições trabalham para facilitar o acesso ao microcrédito para mulheres chefes de família. É o caso do Banco da Família, que oferece linhas de crédito especiais para mulheres empreendedoras, além de programas de treinamento e capacitação para ajudá-las a desenvolver seus negócios. Nos três estados do Sul, onde mantém suas operações, mais de 53% dos 25,9 mil clientes são mulheres. Nesse sentido, as mulheres são prioridade em todas as áreas da empresa. Isso se reflete no número de mulheres que ocupam cargos de liderança na organização, bem como na forma como as mulheres são atendidas como clientes. O Banco da Família tem um quadro de 150 colaboradores, dos quais 84% são mulheres. Em relação aos cargos de liderança, o Banco possui uma diretoria 100% feminina, com metade dos postos de gerência ocupados por mulheres e outros 70% como líderes. Nos cargos de supervisão elas representam 87% nas agências e 57% na sede. Isabel Baggio, presidente do Banco da Família, explica que desde sua fundação a instituição apoia o desenvolvimento feminino, encorajando mulheres a se fortalecerem e buscarem posições de destaque na sociedade. Para isso, a instituição vê de forma positiva a diversidade de gênero e a liderança feminina. Segundo Isabel há características significativas no perfil feminino que contribuem para a aplicação da metodologia de trabalho, que é personalizada. “Habilidades comportamentais, como empatia, sensibilidade, criatividade, visão sistêmica e atenção aos detalhes, são essenciais em nosso processo de análise e liberação de crédito. Além disso, as mulheres têm mais habilidades para ensinar e desenvolver seus liderados, foco nos resultados e visão estratégica”, finaliza a presidente
EDITAL DE CONVOCAÇÃO – ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA Nº 01/2023
Microcrédito para saneamento cresce 16,5% no Sul do Brasil.
Dados do Banco da Família, instituição de microfinanças que atua nos três estados do Sul, mostram que há aumento na demanda por recursos para investimento em construção de banheiros ou fossas sépticas e implantação de infraestrutura para abastecimento de água em residências da região. A instituição liberou R$ 9,71 milhões para 2120 famílias investirem em saneamento básico em 2022. O valor é 16,5% maior do que o registrado em 2021. “Esse recurso é fundamental para dar às famílias mais dignidade e conforto e para garantir que as pessoas não fiquem expostas a doenças provocadas pela falta de saneamento adequado”, diz a presidente da instituição, Isabel Baggio. No dia 21 de janeiro promovemos o evento, Saneamento Summit, que reuniu mais de 160 colaboradores dos três estados do Sul para discutir meios de ampliar a atuação do Banco da Família no saneamento. O encontro foi realizado em parceria com a ONG internacional Water.org. Desde 2016 o BF Saneamento, linha específica oferecida pela instituição, liberou R$ 37,4 milhões, atendeu 9.867 famílias e beneficiou mais de 39.468 pessoas. Investimentos em saneamento são ainda mais importantes diante da situação registrada no sul do País. Levantamento Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), mostra que o índice de cobertura por serviços de coleta e tratamento de esgoto na região é de 48,43%. O percentual, bastante inferior à média nacional, de 61%, deixa os moradores da região expostos a problemas de saúde e compromete a qualidade do meio ambiente. Os números, listados no Diagnóstico Temático da Gestão Técnica de Esgoto, revelam também o déficit no abastecimento de água potável na região. Mesmo com dados mais positivos do que o esgotamento sanitário, as redes de abastecimento de água ainda não atendem toda a população: a cobertura média chega a 91,4%, considerando o meio rural e urbano. Saneamento Summit Em sua segunda edição, o evento contou com palestras e treinamentos para sensibilizar e informar seus colaboradores sobre a importância da liberação da linha de crédito para saneamento básico. O foco é a melhoria da qualidade de vida das pessoas e no desenvolvimento da comunidade. Arthur Bender, criador do conceito de Personal Branding no Brasil, e o Superintendente de Microfinança Urbana e Microempresas do Banco do Nordeste do Brasil S/A, Fabrizzio Leite Feitosa, foram os palestrantes do evento realizado na cidade de Lages, em Santa Catarina.
Banco da Família recebe certificação de responsabilidade social da Alesc.

Transparência, práticas socioambientais e ações para uma sociedade mais justa são reconhecidas pelo Parlamento. O Banco da Família recebeu o Certificado de Responsabilidade Social 2022 da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina. A entrega aconteceu durante a 12ª edição do Prêmio Responsabilidade Social, realizada na noite da última terça-feira, em Florianópolis. No evento, o Parlamento catarinense reconheceu 61 empresas públicas e privadas e entidades sem fins lucrativos que atuaram durante o ano comprometidas com a formação de uma sociedade mais justa, de modo transparente e com práticas socioambientais corretas. Para Sueli Feldhaus, conselheira do Banco da Família que recebeu o certificado, o reconhecimento da Alesc confirma a importância das ações que a instituição realiza desde seu início, em 1998. “Sempre procuramos trabalhar de modo diretamente focado à responsabilidade social e alinhados com os pilares ESG tanto na liberação de crédito para quem é nosso cliente, com investimentos voltados ao saneamento básico, ao uso de energia fotovoltaica e à construção de moradias, quanto nos programas sociais que oferecemos para a educação financeira e estímulo à pequenos produtores rurais e empreendedores”, explicou. Sobre o Banco da Família Fundado em Lages há 24 anos, o Banco da Família tem cerca de 26.600 mil clientes ativos em 222 municípios de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná. Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), já concedeu mais de R$ 1,2 bilhão em crédito em mais de 400 mil operações. Segundo a Associação Brasileira de Entidades Operadoras de Microcrédito e Microfinanças (Abcred), o Banco da Família é a maior instituição de microfinanças do Sul do país, tendo impactado aproximadamente 1,5 milhão de pessoas, sendo classificado como um dos melhores do Brasil e terceiro do mundo no setor, segundo a Microrate.
EDITAL DE CONVOCAÇÃO – ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA Nº 02/2022
Convocacao Assembleia Geral 2022
Dia Estadual do Microcrédito e o desafio da retomada econômica

A história do microcrédito em Santa Catarina começa a ganhar notoriedade a partir de 1999, quando o Estado reafirma sua tradição e força no setor através do reconhecimento nacional. O sucesso foi tamanho que, em 27 de outubro de 2009, surgiu a Lei nº 19.931, criando o Dia Estadual do Microcrédito, a ser celebrado sempre em 18 de novembro. E agora em 2022, além das conquistas temos ainda muito trabalho a fazer. Afinal, mesmo que os últimos anos tenham sido desafiadores para se desenhar um prognóstico sobre a economia a mundial, o microcrédito vem mantendo sua trajetória de sucesso e apoiando quem deseja ter uma qualidade de vida melhor. A crise sanitária sem precedentes que marcou 2020 e 2021 com incertezas e instabilidade teve sua etapa mais crítica superada. Na chegada de 2022 havia uma expectativa de estabilidade, mas a inflação voltou a crescer em diversos países, trazendo junto o risco de desaquecimento econômico. Em todo esse período, no entanto, um elemento permaneceu praticamente imutável no Brasil: o microcrédito ganhou espaço como ferramenta essencial para a promoção do empreendedorismo e a abertura ou manutenção de postos de trabalho. Com o maior número de Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs) dedicadas ao microcrédito no País, Santa Catarina vai concluindo o ano com larga participação nos resultados do segmento. E os números são positivos, como mostram dados das 33 instituições filiadas à Associação Brasileira de Entidades Operadoras de Microcrédito e Microfinanças (ABCRED). No primeiro semestre de 2022, em comparação com o mesmo período do ano anterior, a carteira ativa aumentou 13,8%, passando de R$ 570,5 milhões para R$ 649,5 milhões. O total emprestado subiu 4,1%, crescendo de R$ 414 milhões para R$ 431,6 milhões. O microcrédito ganhou espaço e a tendência é de novas altas daqui para frente. Mas a frieza dos números é insuficiente para mostrar a importância desse fenômeno. Fundamental é ter em mente que por trás das cifras há histórias verdadeiras e efetivas de empreendedorismo, geração de renda, desenvolvimento econômico e social e até superação da pobreza. O microcrédito nasceu com esse propósito e desde sempre teve como característica principal o papel de apoio na melhoria de vida das pessoas que mais precisam de auxílio para ter condições dignas de vida, saúde, moradia e trabalho. Criado há 24 anos, o Banco da Família é um dos pioneiros no País a trabalhar no segmento e nessas duas décadas e meia já assistiu inúmeras crises, escaladas inflacionárias e variações nos indicadores renda, crescimento ou retração do PIB. Em todo esse tempo, a instituição apostou na parceria com seus clientes e na confiança de que as pessoas precisam de oportunidades e apoio para progredir. A receita deu certo. Ainda temos muito a fazer e muitas pessoas a apoiar. Apesar das incertezas, é possível afirmar sem medo de errar que as microfinanças são primordiais para a base da pirâmide, sustentando a cadeia produtiva. Algo que possibilita que os empreendedores dos micros e pequenos negócios sejam protagonistas na economia brasileira. #microcrédito #microfinanças #economia #desafios #conquitas #diaestadualdomicrocrédito
Experiência do Banco da Família será apresentada em painel mundial sobre diversidade de gênero e liderança feminina.

Basta olhar ao redor para perceber que há no mercado de trabalho desigualdades gritantes entre homens e mulheres, o que pode incluir diferentes salários para cargos os mesmos cargos, obstáculos extras para o crescimento profissional e maior dificuldade para obtenção de financiamentos ou investimentos. Há, por outro lado, quem busque mudar esse quadro. Implementada ao longo de mais de duas décadas, a experiência do Banco da Família vai ser apresentada e reconhecida em um evento global promovido pela European Microfinance Plataform, entidade europeia que atua em projetos de incentivo à inclusão financeira para países em desenvolvimento. Responsável pela apresentação, a presidente do Banco da Família, Isabel Baggio, reuniu diversos números que mostram, na prática, o reflexo da decisão estratégica de apostar nas mulheres. Hoje a instituição, que atua em 220 municípios dos três estados do Sul do País e já liberou mais de R$ 1,2 bilhão em 400 mil operações de crédito, tem mulheres ocupando 71% dos postos de liderança. Elas ocupam metade dos postos de gerência e 90% dos cargos de supervisão de agências. Esse quadro foi construído ao longo de mais de duas décadas, desde a fundação do Banco da Família, em Lages, em 1998. “Creio que inspirar outras mulheres é um dos maiores benefícios que colhemos ao enfrentar preconceitos da época e não nos acomodarmos ou nos intimidarmos diante de adversidades”, diz Isabel Baggio. “Mas o maior legado de todos é a oportunidade de levar acesso ao crédito às nossas clientes. São milhares de mulheres que puderam iniciar seu próprio negócio, pagar o estudo dos seus filhos, investir na saúde da família, realizar o sonho da casa própria, conquistar sua independência financeira entre tantos outros sonhos”. Atualmente a instituição tem pouco mais de 26,7 mil clientes ativos – destes, cerca de 55% são mulheres. Também há predominância feminina entre os participantes do programa Produtores da Serra, iniciativa da Instituição que apoia o trabalho em pequenas propriedades rurais através de consultorias e abertura de canais para e comercialização de itens da agricultura familiar, que assim podem ser vendidos com maior valor agregado. Dos 19 participantes, que já comercializaram mais de 62 mil produtos, dez são mulheres. A experiência do Banco da Família será apresentada na quinta-feira, dia 17, em painel transmitido via internet. Além de Isabel, quem também vai contar sua história de sucesso no debate Diversidade de Gênero e Liderança na Inclusão Financeira é a diretora executiva do Kenya Women Microfinance Bank (KWFT), Mwangi Githaiga. Criado em 1981 para prestar serviços financeiros para famílias de baixa renda do Quênia, o KWFT tem foco nas mulheres e tornou-se uma das Instituições de Microfinanças de maior sucesso no país, além de ser a 1ª Instituição de Microfinanças na África a assinar a Iniciativa dos Princípios de Empoderamento das Mulheres. O seminário internacional é organizado pela e-MFP, entidade que reúne mais de 130 consultores, investidores, agências multilaterais e multinacionais, ONGs e pesquisadores de todo o mundo e busca promover o acesso global para serviços financeiros com preços acessíveis, qualidade, sustentabilidade e serviços financeiros inclusivos para desbancarizados.